segunda-feira, 29 de março de 2010

À Sombra de Belos Cavalheiros


Numa roupa simples ou num smoking, o coração se enche de ternura quando os vejo. Com as faces perfiladas sinto-me embriagada por doses fartas de alegrias que se misturam a devaneios. Perto deles, sob seus olhares atenciosos, a sensação de proteção desencadeia volúpias. Frases afetuosas e abraços carinhosos multiplicam o desejo de aproximação. No cotidiano, ou fora dele, a presença de cavalheiros é uma necessidade, uma das principais fontes da inspiração. Loiros, ruivos, negros ou com a tez morena, passam de desconhecidos para amigos cujo nível de intimidade permite confidências guardadas nas caixas mais secretas. Mas, não são só alegrias e volúpias que os cavalheiros despertam. Eles também alimentam a alma e dão sentido a vida. Entre felicidades e desventuras nunca se negam a falar mentiras que confortam ou verdades que atormentam. Ajudam a abrir as portas da mente e esquecer os caminhos do abismo. Sempre ao meu redor fazem da troca de idéias um benefício constante. Quando longe, não se esquecem de mim. Quando perto, a simples presença causa venturas imensuráveis. Sozinhos ou em grupos tornam-se o teto da minha casa, a luz do meu dia, vivificam a minha fantasia. E quando não há nenhuma indagação a questionar, eles tomam conta dos meus pensamentos.