sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O amor imaginário e as idéias de Platão

Ao desconfiar de seus sentidos descobriu
que o mundo real não é perfeito. Para
sucumbir, se rendeu ao ócio e ao pensar.
Elevou-se no discernimento do espírito e
não se fez de rogada ao contemplar.
Se libertou das relações efêmeras,
aqueceu a frieza da impessoalidade e
percebeu que os devaneios, quando
postos em ação, também podem criar.
Criou um mundo onde nada era plano
e tudo era passível de se desmaterializar.
Neste mundo, a realidade estava no teto
e a decomposição do pensamento
revelava a profundidade do lugar.
Em meio ao movimento enxergou o belo
par de olhos que queria encontrar.
No principio pensou ser alucinação,
obsessão do devaneio ou do pensar.
Mas depois tudo ficou claro como a
neblina numa noite escura e sem luar.
Saltou atônita num universo novo,
porque era o amor platônico
que acabava de encontrar.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Muita Pompa e Pouco Argumento


Eles gostam de ostentar opiniões sem argumentos;
grandes discursos e poucos feitos
num mundo saturado pela falta de tempo.

O tempo do relógio, a caixa de e-mail
e sites de relacionamento;
é muita pompa e pouco argumento.

Engolfados por pensamentos pré-fabricados
constroem sistemas e ficam alienados;
enclausurados nas suas próprias vaidades e
sentimentos sustentados por grandes fingimentos.

Oscilando entre o “eu sou” e o “eu tenho”
acumulam conhecimentos para se
gabarem diante de um grupo pequeno.

Francamente, é muita pompa e pouco argumento!