sábado, 5 de outubro de 2013

Bauman

Há algumas coisas em seu pensamento que me retrai. Na realidade não é o mundo que é líquido, são as relações entre as pessoas. Fluídas, descartáveis, passageiras, incertas! É muita insegurança que paira na cabeça do indivíduo. Não se pode contar com nada; é preciso estar sempre preparado para lidar com as desilusões. Apaixonar-se e desapaixonar-se torna-se algo banal! Os sentimentos são mutantes; gosta-se e desgosta-se muito rápido. Isso quebra as almas frágeis!

Baixei "O amor líquido" na Internet. Em termos de quantidade de páginas ele não é muito grande e é de fácil leitura. Nunca havia lido Bauman, mas foi do jeito que eu esperava: líquido. Seu fio de meada são os riscos, as ansiedades e os sentimento...s de insegurança que perpassam os vínculos humanos na contemporaneidade. A individualização somada à perspectiva de sentimentos descartáveis criam no ser constantes desejos conflitantes. Conflitantes no sentido de que cada um de nós se vê compelido a “administrar” o amor-próprio e o amor do outro, sempre. Contudo, esse “sempre”, no contexto desse aterrorizante mundo liquido, termina mesmo em intermináveis incertezas, aflições e fragilidades oriundas do risco, de fracasso, em se estreitar os laços.