sábado, 5 de outubro de 2013

Dostoiévski

"Outrora, eu sofria muito por parecer ridículo. Não parecia, era. Sempre fui ridículo e sei que o sou, realmente, de nascença. Acho que tinha apenas sete anos, quando soube que era ridículo. Em seguida, estudei na Universidade e quanto mais estudava, mais sabia que era ridículo. De maneira que toda a minha ciência universitária parecia não existir senão para me provar e me explicar, à medida que a aprofundava, que eu era ridículo. Aconteceu na vida como na ciência. De ano para ano, adquiri cada vez mais certeza de que, sob todos os pontos de vista, eu me mostrava um personagem ridículo." (p.131)