domingo, 27 de outubro de 2013

Escritos coléricos para emoções exasperadas


Fatigada por uma natureza que não se basta em si mesma, sinto-me engolfada por uma constante sensação de incompletude. Os desejos pululam! Antanho o corpo acabrunha e o inconsciente promove arranjos susceptíveis à ações variadas. Daí surge situações que me compelem à ambientes abissais. Os entusiasmos são tolhidos; violentamente cortados na marra e refletidos na face de feições sempre tristes. Então, torna-se comum andar de um lado a outro na vã ilusão de sucumbir ao desatino, de livrar-se da solidão. Esta, inevitavelmente, insiste em se apresentar em ambientes que parecem eternamente lúgubres. Mas, como afirma Dostoievski, “o desespero guarda as volúpias mais ardentes”. Neste ponto, o desespero, a solidão, o desatino, são estados que repercutem em perspectivas abrasadoras; de amores e desamores arrebatadores, de paradoxos...